outubro 27, 2011

PODE O CÂNCER SER UMA DÁDIVA?

O ator Reinaldo Gianecchini gravou um vídeo no dia 6 de outubro para uma associação de pacientes, a Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia). O valor do vídeo é a sinceridade que ele transmite.

Sentado diante da câmera, sem nenhuma super produção, Gianecchini abre o coração. E, por isso mesmo, toca o coração de quem o escuta. São cinco minutos que fazem a gente ganhar o dia.

Em um dos trechos, ele diz: “Acredito que (o câncer) pode ser uma dádiva. Eu e minha família, ao longo do processo, fomos nos iluminando. Buscando uma força que a gente não sabia que tinha. Além disso, recebi do público um amor tão tocante.”

Não é a primeira nem a segunda vez que ouço um paciente de câncer dizer que a doença pode ser uma dádiva. É uma afirmação que sempre me causa estranhamento. Admiro os sentimentos e a fé de quem pensa assim. No entanto, cá com meus botões, penso que se a doença é um presente, prefiro ficar sem essa dádiva.

Não há nada de sobrenatural na gênese do câncer. Ele é decorrente do crescimento descontrolado de uma única célula. A divisão celular permite que nós possamos crescer, nos adaptar, recuperar os tecidos lesados, viver.

O mesmo processo, quando escapa ao controle, permite que as células de câncer cresçam, floresçam, se adaptem. Permite que o câncer viva ao custo de nossa vida. O oncologista Siddhartha Mukherjee resume isso muito bem no livro O imperador de todos os males: uma biografia do câncer(Companhia das Letras): “Se buscamos a imortalidade, a célula de câncer também busca”.

“A célula de câncer é a mais perfeita versão de nós mesmos”, diz o americano Harold Varmus. A descoberta de que o câncer é causado por mutações genéticas ocorridas nas células normais rendeu a ele e a J. Michael Bishop o Nobel de Medicina em 1989.

Para vencer o câncer, portanto, é preciso encontrar formas de prevenir essas mutações. Por que elas ocorrem? Em primeiro lugar, estatisticamente, por causa do cigarro. Ele causa as alterações genéticas responsáveis por 35% de todos os casos de câncer. Outros 15% são provocados pelo álcool. Depois vêm os vírus, a poluição e outros fatores. Apenas 5% são provocados por alterações genéticas hereditárias.

Como se vê, todos estamos sujeitos ao câncer. Acontece com os velhos, com os moços, com os bebês. Com os ricos e com os pobres. Com os altos e magros e com os baixinhos e gordinhos. Com os sedentários e também com os atletas (ainda que em menor proporção). Com os feios e com os bonitos.

É um processo puramente biológico. Pode acontecer comigo e com você, como aconteceu com Giane. Ele menciona, no vídeo, que jamais imaginou que pudesse passar por isso porque é uma pessoa alegre, que não guarda mágoas.

Estamos todos no mesmo barco. Quem ainda não teve um caso de câncer na família provavelmente terá um dia. Por isso é útil saber o que pode ajudar a amenizar o sofrimento do paciente e das pessoas queridas que, de certa maneira, adoecem junto com ele.

Pois é, Giane, o aparecimento do câncer também não é determinado pelo psiquismo. Não da forma como se acreditava no passado. É doença que afeta os magoados, os pérfidos, os maus, os bons, os otimistas, os cativantes.

A regra número 1 é que não existe regra. A religiosidade de Gianecchini parece representar um porto seguro para ele. Mas a fé só faz sentido para quem tem. Não pode ser imposta. O doente que acredita em Deus ou em qualquer outra força superior merece tanto respeito quanto os pacientes que não acreditam.

Não é raro ver um doente receber uma visita no hospital e ser obrigado a ouvir do visitante que uma outra pessoa foi curada de câncer porque Deus a achou merecedora. É triste, para quem ouve, testemunhar a essa divisão drástica do mundo: de um lado, os merecedores. Do outro, os que não merecem. Desse lado, os que têm valor. Do outro, os que não valem nada.

Isso não pode ajudar ninguém. O que ajuda é o respeito. Por tudo aquilo que a pessoa é e por tudo o que ela pensa e sente.



Escrito por Cristiane Segatto

Texto retirado da Revista Época

outubro 06, 2011

Encontro Nacional de Capelanias Hospitalares


O Encontro Nacional de Capelanias, foi cancelado.
Qualquer dúvida entre em contato com a ACEH pelo tel:(11) 25079294.

setembro 10, 2011

Livro: ACONSELHAMENTO A PESSOAS EM FINAL DE VIDA

Nosso propósito, neste livro, é o de estudar os melhores meios de aconselhar um paciente em etapa final de vida e prepará-lo para morrer. Para isso, precisamos pensar em "doença e morte", sobre o fim da vida terrena, e conhecer os efeitos emocionais e espirituais pelos quais passa um doente em estado terminal.

Talvez você não queira trabalhar neste ministério de capelania dentro dos hospitais, porém, mais cedo ou mais tarde, você se verá frente a frente com um parente ou amigo no leito de morte, necessitado de sua ajuda. Como você reagirá? O que poderá fazer?

Quero convidá-lo a pensar sobre a terrível realidade da morte. Descobrir como ela pode ser encarada a partir de uma nova perspectiva, que nos ensine a viver melhor cada dia, quando temos a certeza do nosso destino eterno, após fecharmos os olhos aqui na terra.

Eleny Vassão de Paula Aitken (Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo; licenciada em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra de Vida e tem Mestrado em Aconselhamento Bíblico) é capelã evangélica do Hospital das Clínicas F.M.U.S.P., do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Coordenadora da Capelania Nacional da AEvB.

Preço: R$ 20,00

setembro 08, 2011

Um mergulho para a morte

Calor desesperador, falta de ar, pânico e nenhuma rota de fuga. O mergulho para a morte através da janela de um dos prédios mais altos do mundo. Uma queda de 1, 2, 3... 8 segundos. Cem andares mais tarde, o fim abrupto. O tempo que o leitor levou para ler essas frases é mais ou menos o quanto durou a queda das estimadas dezenas ou centenas que se jogaram das Torres Gêmeas no 11 de Setembro.

O diretor americano Henry Singer passou um ano filmando um documentário com o objetivo de descobrir a identidade de um homem retratado na fotografia "The Falling Man" ("O Homem em Queda", em tradução livre), de Richard Drew, da Associated Press. A foto, que registra a queda exatamente às 09:41:15 daquele dia, tornou-se um dos ícones dos ataques.

Depois de meses de pesquisa e entrevistas, Junod descobriu que a vítima poderia ser Jonathan Briley, um engenheiro de som que trabalhava no restaurante Windows on the World, no topo da Torre Norte. Singer conseguiu convencer a irmã de Briley a dar seu testemunho. Para Guendalyn Briley, os jumpers e a imagem que supostamente é de seu irmão são uma possibilidade para entender melhor a si mesma: “Nunca pensei no Falling Man como se fosse o Jonathan; sempre penso nele como um homem que por um segundo tomou posse de sua vida nas mãos. É possível que aquela pessoa tivesse tanta fé que pensava que Deus o teria salvado? Ou ele estava com tanto medo de vivenciar sua sua morte lá no alto? É algo que nunca saberei porque aconteceu com ele. E espero que, com essa foto, não tentemos descobrir quem é ele, mas sim quem somos nós.”

O fotógrafo disse que, em pelo menos dois dos casos, artigos de jornal comentando sobre a imagem atraíram uma avalanche de críticas de leitores que acharam a imagem perturbadora.

Quanto ao impacto da queda do homem, o teólogo Mark D. Thompson do Moore Theological College diz que "talvez a imagem mais poderosa do desespero no início do século XXI não seja encontrada na arte, literatura ou mesmo na música popular. Pode ser encontrada em uma única fotografia."

agosto 03, 2011

Curso de Capelania Pós Alta Médica

O Curso Breve de Visitação aos Enfermos mudou! ele agora chama-se " Curso de Capelania Pós Alta Médica" - Preparando a Igreja para o cuidado de enfermos a domicílio e também nos hospitais.
Se você se interessa em fazer o curso, veja os locais aonde ele será oferecido. O valor é de R$ 35,00 e as inscrições são feitas diretamente com as igrejas:

24 de setembro - Associação Esperança na Praça
Praça da Cruz Vermelha, 42 - Centro
Pr. Igor (insers@r7.com)


08 de outubro - Igreja em Células Ministério Nova Canãa
Rua Urbano Duarte, 25 - Vila Rosário - Duque de Caxias
Paloma (plmsilva@hotmail.com )


É necessário fazer a inscrição e o depósito antecipados para garantir a sua vaga!

maio 16, 2011

Concurso para Capelão do Exército

O Boletim do Exército n° 19, de 13 de maio de 2011, publicou a Portaria nº 33, do EME, que trata sobre distribuição de vagas para o Processo Seletivo ao CFO/QCO, de CFO Farm , CFO Dent e do EIA/QCM.
As inscrições para o CFO/QC e EIA/QCM estarão abertas a partir de 25 de julho de 2011.em



Estágio de Instrução e Adaptação ao Quadro de Capelães Militares (EIA/QCM)

ESPECIALIDADESVAGAS
Padre Católico Apostólico Romano3
Pastor Evangélico1
TOTAL4

maio 11, 2011

Centro Evangelístico Social de Aprendizagem Recreativa

Missão cristocênctrica que hoje contempla 30 crianças e adolescentes da Comunidade do Barro Vermelho, Estrada Grajaú-Jacarepagua, RJ

COLABORE, DOE-SE

PRECISAMOS DE SUA AJUDA, SEJA ELA DE ORDEM FÍSICA, ESPIRITUAL, MATERIAL OU PROFISSIONAL, DOE UM POUCO DO SEU TEMPO, DO SEU PROFISSIONALISMO, DE SUA EXPERIÊNCIA DE VIDA, DE SUA FORÇA ESPIRITUAL, OU SE POSSÍVEL, SUA AJUDA FINANCEIRA.

CONTA CORRENTE:

BANCO SANTANDER AGENCIA 2248 --C/C 01005839-6.

TELEFONE-21-24238470

abril 26, 2011

PARA TODOS OS QUE CHORAM

Chorar é um ato radical, é o clamor da alma. É derramar a mais pura essência do sentimento em gotas cálidas de emoção. Sim, sabemos que alguns choram de alegria, e que elas podem expressar o nascimento de uma criança, porém hoje vertemos lágrimas por pequeninos tiveram suas vidas ceifadas tragicamente.

Não há palavras que traduza o nó na garganta ante a barbárie vivida na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro. É inaceitável pensar na ideia de que crianças sejam alvo de tamanha brutalidade. Porém é mais inaceitável ainda que alguém tenha acesso tão fácil a armas e munição.

A transbordante violência acontecida nesse ato louco é tão somente o sintoma de algo que é visto em proporções menores todos os dias. Pessoas de todas as idades morrem cotidianamente em nossas cidades vitimadas por armas de fogo. Muitas dessas armas letais chegam na mão de qualquer um porque ainda há uma grande circulação delas e falta de fiscalização do estado. É comprovado que a presença delas nos lares faz também aumentar grandemente as chances de acidentes, suicídios e homicídios culposos ou mesmo dolosos, em vez de servir como mecanismo de defesa.

Em 2005 (ano do referendo sobre o desarmamento), a Rede FALE mobilizou-se com a campanha FALE PELO DESARMAMENTO que, entre outras reivindicações, pedia a adoção de medidas rigorosas para o controle da produção, importação, exportação e circulação de armas de fogo e munição em nosso país, fiscalizando-se também, com maior eficiência, as empresas de segurança privada e polícias, a fim de serem coibidos os desvios de armamentos para organizações criminosas e a imprescindível proibição do comércio de armas para a população civil.

Na disputa do referendo sobre o comércio de armas, os vencedores coordenaram a campanha do VOTO contrário ao desarmamento, foram bancados pela indústria de armas e deram a falsa ideia de que votar “Sim” seria o mesmo que favorecer os criminosos. Hoje a maioria dos crimes e assassinatos são praticados com armas provenientes do mercado legal, prova cabal de que tal alegação não passava de sofisma.

A Bíblia afirma que Deus enxugará dos olhos todas as lágrimas. Sim, é verdade... Mas muitas dessas lágrimas poderiam ser evitadas! Até quando instrumentos de morte serão fabricados com a desculpa de trazer segurança? Quantas outras vítimas involuntárias irão tombar para que nossa gente tome consciência do poder destrutivo das armas? Quantos “brasileirinhos e brasileirinhas” ainda terão suas vidas tomadas pelo terror que nos cerca enquanto o estado brasileiro teima em não criar políticas públicas que fortaleçam uma cultura de paz?

A Rede FALE se manifesta em favor da vida. Para todos que também choram conosco diante da violência acontecida em Realengo, nossa mensagem é:

Chorar é um estado de alma, é ser plenamente humano e totalmente divino. É um bem espiritual que Deus nos dá. É a capacidade de sentir numa época onde a lógica é ter peito de pedra e coração de latão. Felizes são os que choram, pois deles é o Reino de um Deus que por meio do seu sangue reconcilia toda a sua criação. Queremos convocar todos vocês que orem junto conosco para que nosso país converta “...suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices”(Isaías 2:4).


Caio Marçal
Secretário de Mobilização Nacional da Rede FALE
mobilizacao@fale.org.br
Twitter: @redefale

Texto retirado do site www.renas.org.br

Concurso para Capelão Naval

Capelão naval

São oferecidas duas vagas de capelães navais - uma para sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana e uma para pastor da Igreja Batista. O candidato deve ter mais de 30 e menos de 40 anos de idade no primeiro dia do mês de janeiro de 2012 (nascidos entre 2 de janeiro de 1972, inclusive, e 31 de dezembro de 1981, inclusive); e possuir, pelo menos, três anos no exercício de atividades pastorais, como sacerdote ou pastor.

O ingresso no quadro de capelão naval será no posto de primeiro-tenente, após o candidato ter sido aprovado e classificado em todas as fases da seleção inicial, ter sido aprovado em todas as fases do curso de formação e no estágio de aplicação.

A seleção inicial terá prova escrita objetiva de conhecimentos profissionais, prova de expressão escrita, seleção psicofísica, teste de suficiência física, verificação de dados biográficos - fase preliminar. A prova escrita objetiva de conhecimentos profissionais e de expressão escrita será no dia 11 de junho.